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A verdade é uma só: a Globo está com três boas novelas no ar

E antes que digam alguma coisa já vou logo explicando: boas não significam ótimas.
Excelente, por exemplo, e digna de todos os elogios, apenas Cordel Encantado.
Mas a verdade é que Morde & Assopra tem cumprido seu dever de divertir e os índices de audiência se ampliaram nos últimos dias.
Insensato Coração ainda não é aquela Coca Cola e pode ser que nem seja, mas os últimos capítulos estão muito bons – tirando alguns momentos bem bunda e personagens dispensáveis.
Basta ver a audiência, até a trama de Gilberto Braga já se aproxima da casa dos 40, que é o desejável.
Numa escala, minha opinião é a seguinte:
Cordel Encantado > Morde & Assopra > Insensato Coração,
Concorda ou sem corda?

Morde e Assopra e as novelas que viram colchas de retalhos

Desde que estreou há um mês apenas um detalhe chamou a atenção da imprensa televisiva: a atuação de Cássia Kiss. Tirando isso aparentemente nada se salva na trama de Walcyr Carrasco. Eu discordo, vocês sabem disso.

Mas discordo não no sentido de dizer que é a oitava maravilha do mundo, não é isso. Walcyr há anos escreve sempre a mesma coisa, assim como os demais autores das antigas na poderosa. Quer dizer, nos outros canais idem.

Tirando A Favorita e agora Cordel Encantado, a criatividade bateu longe da porta dos autores. Até tentaram com Tempos Modernos, Bang Bang e Os Mutantes, mas não rolou e isso não ocorreu por aquele motivo que já citei aqui: Vamp era bizarra mas os atores convenciam.

Só que tá complicado o negócio, não?

Crianças não podem fazer absolutamente nada; “violência” é proibida quando os “telejornais” passam o dia fazendo sensacionalismo; se o público não se identifica com isso ou aquilo tem que mudar tudo e…

Acho que é esse último fato aquele que mais limita um autor, aquele que é autor de verdade.

Você tem uma história na cabeça, sabe o que vai contar e de repente é obrigado a praticamente começar uma nova história.

Já pensou se de repente o telespectador tivesse rejeitado aquele lance no início de A Favorita, quando ninguém sabia quem era a vilã? Ou se tivessem preferido  Flora como boazinha e João Emanuel Carneiro tivesse que mudar todo o andamento da produção?

Pensa que é fácil? Obra aberta não é brinquedo não, ainda mais quando os capítulos dos folhetins são revelados a todo momento na internet. Ou seja, suspense é uma coisa que não existe mais.

E aí fica complicado porque o que vale mais, uma boa história ou uma outra maluca tipo uma colcha de retalhos mas que dá audiência?

Fica a questão,

Eu acho uma tremenda sacanagem o que estão fazendo com Flavia Alessandra

Falando em Morde & Assopra, estão tentando culpar Flavia Alessandra pelo “fiasco” da novela.
Primeiro, repito o que já disse: a trama não é um fiasco. Isso é coisa de gente que quer gerar polêmica.

São raras as novelas que estreiam bombando. Ninguém se lembra do quanto A Favorita penou?

TiTiTi estreou muito bem mas porque já era uma história conhecida, um remake. E manteve a audiência da estreia.

Já Morde & Assopra é uma história inédita que vai ou não crescer por seus méritos. Insensato Coração sim é um fiasco, meses após a estreia ainda não mostrou reação. É preciso dar tempo ao tempo!

E pra mim M&A é boa e ponto. Não é o melhor de Walcyr e muito menos se compara a uma Cordel Encantado, mas tem suas qualidades e uma delas está em Flavia que está mandando muito bem como a robô Naomi.

Por isso essa de sumirem com Naomi não faz sentido para mim, está funcionando e convence.

Acho, acima de tudo, uma falta de respeito com Flavia. Ela pediu pra fazer a personagem, gostou de sinopse.

A atriz, que sempre foi meia boca, mostrou todo o seu potencial em Alma Gêmea e desde então é um dos destaques de sua geração. E por não ser qualquer uma merece respeito.

Mas como já vi gente que é qualquer coisa falando de Flavia então posso dizer que não esperaria nada diferente.

Outra coisa: já vi quem não assiste a trama porque tá magoadinho com o fim de TiTiTi e fica criticando. Difícil falar sem assistir, não?

Anyway…

Ah, mais uma coisa: Mateus Solano e Caio Blat, do mesmo núcleo de Flavia, também estão mandando muito bem.

Portanto Walcyr, não dê ouvidos aos Zè Povinhos, sua novela é boa e vai crescer. Agarantio.

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Um detalhe: os sonhos com dinossauros, esses sim poderiam sumir!

Ps.: Eu não estou falando do Flavio Ricco, que tratou sobre o assunto hoje.

Me surpreende acharem Morde & Assopra uma novela fraquinha

Foi com surpresa que vi o resultado do Parlatório sobre Morde & Assopra.

Para os internautas a trama é considerada fraquinha!

Acho que tirando A Favorita e agora Cordel Encantado, que são quase unanimidade, TiTiTi e M&A provam que é possível a existência de gostos diferentes em um espaço onde muitos tinham como de gosto segmentado.

Quantos não foram chamados de meus puxa-saco?

Mas a verdade é uma só: hoje Cordel e M&S são unanimidade em casa, todos gostam. E aqui isso é uma raridade.

Sabe quando todo mundo se reúne pra assistir? Não me recordo quando foi a última vez que isso aconteceu.

Ah, antes que digam alguma coisa: Cordel é muito, muito melhor que Morde & Assopra e essa nem é uma “nossa, que maravilha de novela”, mas é gostosinha e diverte.

Enfim, questão de gosto!

Vamos ao resultado:

Você está gostando de Morde & Assopra?

Adoooooro 34,51%
Mais ou menos 23,24%
Muito fraquinha 42,25% 

Enquanto tentam fazer uma revolução no amor um simples cordel encanta!

As duas últimas estreias televisivas no segmento telenovela, cada uma a sua forma, são uma prova de fogo para os canais que a produzem.

De um lado o SBT relatando um período difícil e chocante da história do país tentando chamar a atenção do telespectador através da tortura que serve de fundo para as histórias que o autor Tiago Santiago quer contar em sua segunda experiência no canal.

Do outro a Globo com uma trama que eu diria misturar elementos de Hoje é Dia de Maria e Que Rei Sou Eu? e obviamente não digo aqui que seja um remake, cópia ou algo assim, mas permitem essa comparação. Ou seja, um desafio, o tal do “fazer diferente” pra fugir do “mais do mesmo”.

A questão é que quando tentamos cruzar essas duas novelas as diferenças são grotescas. Sabe como?

Cordel Encantado é tão boa que até parece mentira. Disse no Twitter que é como ganhar na Mega Sena. Tipo, durante anos criticamos as telenovelas atuais e, de repente, somos presenteados com algo tão bom.

É uma soma de um texto excelente, fotografia e direção impecáveis onde até em um elenco onde frágeis atores são encontrados ninguém compromete o resultado final.

E exatamente o contrário acontece em Amor e Revolução: o texto é aquele sofrível de sempre de Tiago Santiago somado a um elenco que, combinemos, não passa a bravura necessária aos militares que estão praticando tortura e os que sofrem também não convencem com suas dores. Ou seja, um problema também de direção.

Cabe dizer que não é um mérito global, ou seja, algo perfeito no chamado “conjunto da obra” é algo difícil de encontrar até por ali, mas um acerto como Cordel, uma novela extremamente elogiada pela crítica e que tem feito a alegria dos telespectadores no Twitter, pode sim servir de base para Santiago.

A história que ele optou por escrever é rica em conteúdo, mas precisa ser bem contada.

Que Santa Clara permita que nossos autores se inspirem tanto quando Duca Rachid e Thelma Guedes, o brasileiro sabe fazer, só precisa querer.

Amor e Revolução e Cordel Encantado: a importância de uma história bem contada

Recentemente tivemos grandes estreias na TV aberta: duas novelas que vieram à público carregando em si as maiores expectativas, cada um por seus motivos.  Partindo da emissora líder do mercado, veio Cordel Encantado. Uma fábula, um conto de fadas que provavelmente nenhum dos mais criativos autores de histórias infantis ousaram contar. Da emissora “mais feliz do Brasil” temos Amor e Revolução, que simboliza um momento pontual sobre as discussões referentes ao período de ditadura militar e também um momento de ousadia do SBT por levar alguma coisa a sério em sua programação.

Resultados? Ambos apresentam um bom tema, porém tem resultados completamente diferentes para o telespectador.

Embora parta de uma perspectiva histórica muito promissora, Amor e Revolução parece perdida em meio a problemas estruturais. Esqueça os problemas de fotografia e outros tipos de “porém”. Quando texto e direção são bons, certas coisas ficam de lado como se fossem meros detalhes, e as vezes podem até vir ser um toque excêntrico na memória. Só que esse não aparenta ser o caso: o texto de Tiago Santiago é didático ao extremo e tem diálogos muito semelhantes a cartilhas escolares e panfletos e se ela chama a atenção, isso acontece pelos burburinhos ao seu redor, como o abaixo-assinado vindo da Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica (ABMIGAer) requerendo que a novela saia do ar. O motivo alegado é de o folhetim pode colocar a população contra as Forças Armadas. Um pretexto falho e que pode ser associado à censura: um mote em potencial para que o panorama árido mude e Amor e Revolução possa finalmente manter o telespectador atento.

Já Cordel Encantado revelou-se uma obra de arte. Texto ágil e natural, fotografia impecável visto somente em minisséries ou em cinema: tudo isso em uma trama tão delicada que faz o espectador embarcar sem questionar muito a mistura entre reinos fictícios e sertão nordestino. Tudo bem que o telespectador ainda não descobriu a trama de Thelma Guedes e Duca Rachid, sua audiência ainda não é exatamente expressiva, porém representa um oásis em meio a mesmice. Um modo de mostrar que uma novela pode sim ter qualidade.

A lição é de que uma boa história é importante, mas não basta. É preciso que ela seja bem contada: um bom texto é capaz de salvar até mesmo as tramas mais estapafúrdias. A memória do telespectador fisgado tende a ser generosa e indulgente com aquilo que gosta, indo além do considerado lógico ou racional. Estamos falando em fantasia, realidade, brincar de sonhos.

 É preciso saber conduzir esse sonho. Espero que autores e roteiristas possam se dar conta disso.

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* Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)

Cordel Encantado e Amor e Revolução tem história, mas a diferença é gritante

 *Por Wander Veroni 

Há muito tempo não se via duas novelas fazerem tanto burburinho antes de ser lançada no ar e, principalmente, na semana de estréia. Apesar de Cordel Encantado, da Rede Globo, e Amor e Revolução, do SBT, não serem concorrentes diretas no mesmo horário, as duas novelas, praticamente, estrearam no mesmo período. Ambas as tramas apresentam uma história muito peculiar e, consequentemente, conquistaram a atenção do público, cada uma a sua maneira. Cordel Encantado é um mistura de conto de fadas europeu com o sertão nordestino brasileiro. Já Amor e Revolução pretende recriar historicamente os anos de chumbo da ditadura militar brasileira em meio a uma história de amor entre uma estudante revolucionária e um militar.

Entre o público e a crítica especializada há um consenso: as duas novelas tem história, porém a diferença da qualidade de texto e acabamento final dos capítulos é gritante. Cordel Encantado traz um texto mais seguro e dinâmico, tão natural que o telespectador embarca no conto de fadas onde o rei de Seráfia procura a filha desaparecida no sertão nordestino. Já Amor e Revolução – que tinha tudo para ser um tremendo sucesso, se vê perdida num texto completamente didático onde o autor insiste em colocar uma descrição exagerada na fala dos personagens, sem contar nas inúmeras “aulas de história”, sem necessidade, pois o próprio pano de fundo dos acontecimentos por si só já explicariam a temática.

Pena que Tiago Santiago não acordou para as críticas em relação ao seu texto, desde os tempos do remake de A Escrava Isaura, na Record. O autor, agora no SBT, ainda persiste em acreditar que esse excesso de didatismo é estilo, quando na verdade é uma grande falha de roteiro, deixando atores e direção reféns de uma história mal contada. Falta humildade por parte dele de reconhecer a necessidade de um supervisor de texto experiente para salvar os diálogos de Amor e Revolução, pois a novela tem mais uns oito meses pela frente e pode melhorar.

Ainda, em meio a todo esse problema estrutural, Amor e Revolução se vê em meio a uma polêmica. A Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica (ABMIGAer) fez um abaixo assinado requisitando à Procuradoria Regional da República que retire a trama do ar. O motivo alegado é que a novela estaria afrontando a dignidade das Forças Armadas. O documento também acusa o governo federal de ter firmado um acordo com o SBT para o apoio da instauração da Comissão Nacional da Verdade, que pretende esclarecer casos de violação de direitos humanos ocorridos durante a ditadura. Ou seja, polêmica é que não falta para a novela acontecer….só falta melhorar os diálogos que a trama arranca de vez!

Já a Cordel Encantado é o mais novo oásis dos noveleiros de plantão. Apesar da audiência ainda estar estacionada na casa dos 24 pontos de média, o folhetim possui um texto seguro, ágil e que preserva o dinamismo da história, sem enrolação, mas com muita emoção e aventura. A idéia de filmar em 24 quadros nos traz a sensação de ver um filme ou minissérie às 18h, o que por si só já é um diferencial bastante interessante e que combina diretamente com a proposta da história. Difícil encontrar um defeito, quando a novela toda é de se aplaudir de pé – pelo menos nessa primeira semana.

Para minha surpresa, ninguém ali do elenco de Cordel está deixando a desejar. Ninguém. Direção bem afinada e uma história que passa verdade, apesar das autoras Thelma Guedes e Duca Rachid já terem admitido que a proposta de Cordel Encantado é a fantasia, e não a reconstrução histórica. Pena que os telespectadores ainda não descobriram a beleza dessa nova novela das seis da Globo. A qualidade desse roteiro é tão grande que nos deixa orgulhosos de ver algo tão bem feito na TV aberta num horário que sempre foi carente de boas opções. Sim, as novelas ainda não morreram. Nem vão morrer, graças a Deus. O público gosta de uma trama bem feita! Resta agora, por parte dos nossos roteiristas, criatividade para criar boas histórias e – principalmente, bons diálogos. O controle remoto agradece a variedade!

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*Autor: Wander Veroni, 26 anos, é jornalista pós-graduado em Rádio e TV, ambas formações pelo Uni-BH. É autor do blog Café com Notícias (http://cafecomnoticias.blogspot.com). Twitter: @wanderveroni / @cafecnoticias.

Cordel Encantado, Morde & Assopra e Insensato: o humor fazendo diferença

Nada como dar uma boa gargalhada, certo?

Sabemos que as novelas das 19h na Globo tem por tradição apostar no humor, é uma faixa onde encontramos com frequência uma história, digamos assim, mais louca.

E Walcyr carrasco, atual herói das 19h, é especialista no assunto. Poucos sabem criar uma trama leve e cheia de atrativos cômicos como o autor.

Difícil não rir, por exemplo, do prefeito Zazá caindo numa cantada furada onde o interesse era arrancar uns cobres do coroa desesperado por dar amparo ao Joãozinho.

Em Insensato Coração finalmente estão dando vida a personagem de Louise Cardoso que está ganhando espaço e, ontem, as cenas de constrangimento com Sueli recepcionando a nora… hilárias! E as fotos da Natalie na revista?

A novata Cordel Encantado já chegou apostando nesse filão. Pena, claro, que nos capítulos de quarta e quinta não tenham explorado Deborah Block, Luis Fernando Guimarães e a deliciosa Carlota, mas gente… o que é Dona Ternurinha?

Zezé Polessa e Marcos Caruso fazem total diferença… e o jeitinho de falar de Caruso? Isso que é ator gente!

Natália Dill, aproveitando, merece reconhecimento: fazendo novelas seguidas e conseguindo diferenciar cada uma das personagens!

Em resumo, vamos sorrir e cantar… lá lá lá lá!

Cordel Encantado tem a melhor estreia desde que me conheço por gente

De início decidi que não iria assistir Cordel Encantado. Tinha dois motivos:

1- Adorei o início de Cama de Gato e detestei a sequência, as autoras se perderam;

2- Bianca Bin e Cauã de protagonistas? Aff

Só que comecei a assistir as chamadas e fui me envolvendo pela beleza das imagens e pelo elenco que realmente chama a atenção. Só de pensar em Déborah Block de vilã já é um super convite, não?

Mas o que eu não esperava, em hipótese alguma, foi aquele capítulo de estreia. Fenomenal!

Acredito que foi o melhor capítulo de estreia que vi na vida. Sim, melhor até que A Favorita, mas isso pelo conjunto da obra.

Sabe quando tudo, tudo está perfeito?

O texto excelente, elenco afinado e sem ninguém sobrando, direção impecável e… aquelas imagens!! Tudo muito lindo e esbanjando qualidade.

De um bom gosto que posso contar nos dedos quantas vezes vi algo assim. Tão bom que dá até medo.

Medo de ser boa só no primeiro capítulo.

Medo de ser tão boa, realmente boa, e não dar audiência. Porque o público de TV é esquisito, vocês sabem, né? São chegaaaaados numa porcaria.

Mas eu tô torcendo, torcendo muito, para que eu esteja com medo a toa. Vai ser a primeira vez desde A Favorita que voltarei a vibrar, e vibrar muito com uma telenovela.

E torço para que seja um sucesso, especialmente porque é uma esperança de que é possível fazer diferente na TV.

Ao menos na internet a trama bateu um bolão, né? Só dava Cordel Encantado nso Trending Topics!

#figa