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Will & Grace: Uma Série inesquecível!

A primeira vez que dei atenção à série foi quando li um livro chamado Por que Toda Mulher Precisa de um Gay em Sua Vida?,da jornalista Andrea Franco. Lá, entre tantos exemplos, a autora falava sobre os casos de amizade entre mulheres e gays na ficção e o principal exemplo era o da série, de uma mulher (Grace) que se apaixonava por um gay (Will), mas ao perceber que a relação não iria rolar, acabaram se tornando melhores amigos. Resolvi então matar minha curiosidade e baixar a primeira temporada da série. O que me atraiu de cara foi uma secretária folgada, de voz engraçada e que adorava debochar de sua chefe. Era ninguém menos que Karen Walker (Megan Mullally), a personagem favorita acho eu que de 9 entre 10 fãs dessa série. Mas aos poucos era visível que todos eles se encaixavam, que a série só existia no formato daqueles quatro: Will Truman (Eric McCormack), o advogado gay carente, Grace Adler (Debra Messing), designer judia neurótica, Jack McFarland (Sean Hayes), amigo gay de Will, narcisista e maluco e a própria Karen.

Após acompanhar os primeiros episódios, veio o SOPA e não consegui mais achar links que funcionavam. Eis que um dia me deparo com uma mega promoção com um box de todas as temporadas da série. Resolvi comprar e não me arrependo. A série conseguiu me garantir oito temporadas de muitos risos e lágrimas ao ver os relacionamentos, as brigas, os perdões, os erros e acertos desse quarteto. Will & Grace é um dos únicos três seriados onde todos os principais personagens faturaram o EMMY, o Oscar das séries, sendo Megan Mullally a única a ganhar duas vezes. Foi também a primeira produção americana a transmitir um beijo gay e a dar tamanho destaque a personagens homossexuais. No começo, a NBC, emissora onde a série foi transmitida, no anúncio da estreia da série não deixava claro a sexualidade de Will, temendo que os mais conservadores não assistissem a série.Mas após uma enxurrada de críticas, a série foi conquistando seu espaço,faturando em 2000 o EMMY de Melhor Série Cômica.

Series Finale (contém spoilers!)

Um dos finais mais odiados e talvez um dos mais tristes do segmento comédia. Essa seria uma perfeita definição do que houve com o series finale. Will e Grace ficam sem se falar por dois anos devido a uma briga,Grace grávida em Roma e Will eu seu apartamento com seu companheiro e conseguindo ter um filho de uma barriga de aluguel, mas depois voltam a se encontrar, mas não era a mesma coisa. O primeiro baque que conseguimos sentir é quando Grace ao sair do apartamento de Will, indo voltar para Roma, diz: “Nossa, eu não moro mais aqui”. Nesse momento, vimos que toda aquela amizade inseparável e deliciosa que acompanhamos durante todas as temporadas, estava enfraquecida, não tinham mais o mesmo time, foram separados pelo destino e cada um decidiu construir sua família a parte.

Em meio a tudo isso, vivemos outro momento emocionante e perfeito: Karen após romper com seu marido descobre-se falida e Jack herda a herança de um velho com quem se manteve durante um tempo para proporcionar o que Karen havia lhe feito durante anos: conforto e luxo. Os dois terminam vivendo juntos, na companhia de Rosário, empregada latina que garantia ótimos momentos a série, e cantando Unforgettable, e mais um baque conseguimos sentir: os dois repetem a cena que faziam na série como uma celebração a amizade: os dois levantam suas blusas e batem um a barriga na do outro. Cena que somente quem acompanhou toda a série compreende e dificilmente resiste às lágrimas.

O momento final foi depois de mais de 20 anos, os filhos de Will e Grace se encontrando na faculdade como os protagonistas se encontraram e logo em seguida eles mesmos auxiliando os filhos acabam se cruzando. Já estão velhos, mas algo ali demonstra o carinho que sempre sentiram e continuavam sentindo, mas foi anos de distância, coisa que nenhum fã da série consegue perdoar. Acabam se tornando parentes já que seus filhos se casam, e no fim o quarteto volta a se encontrar, brindando e dizendo que continuam os mesmos. Não eram os mesmos, mas a essência talvez tenha se mantido.

Que grandes amizades achamos que duraria durante anos e acabamos sendo separados pelo destino? Isso acabou acontecendo na ficção também, mas essa realidade talvez deveria não ter sido passada na telinha. Mas como eles dizem durante o final, o destino fez com que eles se unissem durante a faculdade e nunca se separassem. Esse mesmo destino os tornou familiares e criou-se o laço inseparável e a amizade que durante vinte anos esteve perdida, finalmente se encontrou. Podemos respirar aliviados, Will e Grace não se separaram totalmente, a amizade venceu e uma das melhores séries de comédia teve seu final feliz.

* Guilherme Rodrigues


Smash: E diziam que Glee era um musical (1X01)

Vi Smash. As críticas estavam sendo muito positivas e, bem, porque não arriscar?

Contra pesava o fato de que eu não sou fã de musicais, raramente algum chama minha atenção. Costumo ver tais produções como um tédio sem fim, é o caso do festejado Moulin Rouge que eu detestei e Glee que vejo como muito infantil/juvenil e coisa e tal.

Aí que eu não vi o tempo passar com Smash. Sério, em dado momento fui verificar quanto tempo faltava pra acabar o episódio, por pura curiosidade e, plim, the end. Não me fazer notar o tempo passar é algo que aprecio em uma produção.

Fora que foi um prazer rever Debra Messing, a eterna Grace, atuando novamente. E, veja que coisa: em nada lembra seu papel mais marcante. Sua nova personagem tem um tom mais adulto.

Angelica Houston, outra atriz que faz Smash super valer a pena!

E os musicais by Marylin Monroe? Um espetáculo a parte, juntamente com as audições que irão resultar na escolha de quem interpretará a musa no espetáculo.

Se me descrevessem “olha, é uma série que terá musicais e audições para escolher uma nova Marylin” eu pensaria algo como #boring.

Entretanto, contudo e todavia, Smash é muito mais que o tédio que a simples leitura dessa descrição passa.

Tem história, instiga e, ao mesmo tempo, entrete. Vale assistir!

Globo de Ouro me fez muito feliz nesse domingo

Não sou ligado em premiações, sempre acho que ocorre muita injustiça e, além do mais, eu acho que pra torcer primeiro a gente tem que conhecer todos os outros concorrentes, só assim é possível torcer pelo melhor e não por quem a gente gosta.

Mas é possível, sim, vibrar quando astros ou produções queridas levam a melhor.

Por isso, impossível não vibrar com Kate Winslet vencendo como melhor atriz pelo espetáculo que foi Mildred Pierce (leia mais aqui) ou Claire Danes que arrebentou em Homeland – a série também levou prêmio (mais aqui).

Fiquei contente por Meryl Streep, mais uma vez premiada, apesar de ter torcido por Glenn Close pela maravilha que é Albert Nobbs. No entanto, as duas são fantásticas e o prêmio está em excelentes mãos.

Nunca mais vi Episodes, entretanto, quando Matt LeBlanc subiu ao palco para receber a estatueta eu jurava estar vendo o Joey – lembra quando ele, Phoebe e Rachel simulavam serem os vencedores? hahahaha

Modern Family levando um prêmio? Oi? Discordo, mas vejo como algo do tipo… melhor que Glee.

E o fato de poder matar saudades de Debra Messing?

O momento mais bonitinho? Felicity Huffman e William H. Macy  num dueto embalando algo como “até parece que o importante é participar” hahaahha

Super valeu dormir mais tarde. Ah, e não se esqueçam, assistam as super indicações do Cena Aberta: Mildred Pierce e Homeland não foram premiadas em vão, são fodíssimas!