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Com “Geração Brasil”, Globo erra pela segunda vez ‘seguida’

Os telespectadores seguem como uma caixinha de surpresas. Depois de acumular diversos fracassos investindo em telenovelas adultas, o SBT começou a respirar aliviado com o sucesso de “Carrossel”, feito que se manteve com “Chiquititas”, atualmente em cartaz e sem previsão de sair do ar.
A Globo, visando segurar o público conquistado com algumas produções, tentou manter um certo padrão ao apostar no retorno de autores que fizeram sucesso. Foi assim com “TiTiTi”, que resultou na rápida volta de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, que assinaram “Sangue Bom”.
A história ficou bem abaixo da anterior em audiência, e não repercutiu — “TiTiTi” causava nas redes sociais com Claudia Raia e cia. “Sangue Bom”, no entanto, reverteu a trajetória de queda e levantou o horário das 19h após o fracasso do remake de “Guerra dos Sexos” — feita para resgatar o público que gostou da nova versão de “TiTiTi”.
“Cheias de Charme”, maior índice da faixa-horária nos últimos tempos, também resultou na escalação de Isabel de Oliveira e Filipe Miguez, no ar com “Geração Brasil”. Tentando ser popular e repercutir na web com a tecnologia como pano de fundo, a novela não conseguiu nem se posicionar entre os principais assuntos do Twitter.
Os personagens não emplacaram e a história não rende notas na imprensa, exceto quando se trata dos números pífios que tem conquistado — não foi observada alta mesmo com a Copa do Mundo tendo catapultado a audiência da Globo. Ou seja, não existe fórmula pronta: não é porque um autor fez sucesso com um folhetim que isso se repetirá na trama seguinte.
Exceto quando se trata de João Emanuel Carneiro, que segue surpreendendo com críticas positivas e audiência sempre em alta — “A Favorita”, mesmo batendo de frente com o sucesso “Os Mutantes” da Record, marcou números mais satisfatórios que os de produções recentes das 21h.
O problema, no entanto, está no conjunto da obra. Tirando a já citada “Chiquititas”, nenhuma outra telenovela tem índices dentro do esperado por seus canais. O SBT descobriu um filão e a Globo, nem fazendo “Meu Pedacinho de Chão” com ares de história infantil, conseguiu o mesmo.
Que fase!

A salvação, por enquanto, não veio com “Geração Brasil”

 

Depois da mal sucedida em audiência Além do Horizonte, que fechou com menos de 20 pontos, ou seja, um número horroroso para o horário das 7, esperava que Geração Brasil iria de cara se estabilizar com mais de 25 pontos e levantar o horário. Ledo engano. A novela empacou e dificilmente passa dos 21 pontos.
Audiência na casa dos 30 como foi a de Cheias de Charme não esperava. Vai ser difícil uma novela das 7 chegar a este patamar nos dias atuais, mas 25 imaginei que serei possível já que considero um número bom para o horário. Assim como considero uns 23 ótimo para seis e 35 para às 21h. Mas, voltando à Geração Brasil, a trama está sem foco. Estão esquecendo disso ultimamente. Novela tem que ter alguém para odiar e alguém para torcer, ou um casal. Para odiar até temos a personagem da Renata da Sorrah, mas para torcer ainda não há um casal bem definido e o Jonas embora seja simpático não é uma figura tão popular. Talvez se ele fosse dono de um negócio mais conhecido como uma rede de televisão, de supermercados, algo mais próximo do público atrairia mais atenção. Mais isso não tem como mudar. O que se pode fazer é torná-lo maior que a Marra. Um outro ponto incomodo na novela é a citação excessiva da tecnologia. Podem estar certos de que muita gente fica boiando.
A novela é boa, tem potencial, basta aos autores deixarem a tecnologia como pano de fundo, focar melhor as histórias dos personagens para que a audiência cresça. Por hora, os índices são decepcionantes, mas como é só o começo a reversão desse quadro ruim de agora é bem provável que aconteça. Vamos aguardar, até porque tem a Copa que é imprevisível. Pode fazer muito bem ou muito mal aos índices da trama. Fico por aqui, um abraço a todos e até a próxima.
* Gilmar Moraes